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Prostatite

Todo mundo sabe que a maioria dos homens tem muita resistência em procurar um médico, principalmente quando os sintomas são ligados à saúde íntima. Raramente eles procuram um médico de forma preventiva, mas sim para tratar de alguma doença já instalada. Um dos problemas que pode acomenter o aparelho reprodutor masculino é a prostatite, inflamação na glândula da próstata, localizada na base da bexiga e circunda a parte inicial da uretra, canal que escoa a urina da bexiga. A prostatite pode ser aguda infecciosa, crônica infecciosa ou não infecciosa.

Segundo o urologista Rui Farinha, o problema pode surgir em qualquer idade, sendo muito mais frequente entre os 20 e os 40 anos. “Como qualquer orgão do aparelho urinário, a glândula prostática pode ser infectada por vários tipos de bactérias. A inflamação pode ser causada também por vírus, fungos e outros agentes”, explica o médico. A bactéria mais frequentemente envolvida neste processo infeccioso é a Escherichia Coli. A maior parte dessas bactérias existem no exterior do nosso organismo. A prostatite é muito frequente em homens que utilizam sonda para eliminar a urina ou que fizeram procedimentos cirúrgicos na próstata.

A prostatite aguda infecciosa é a mais fácil de diagnosticar porque os sintomas chamam imediatamente a atenção do doente e do médico. Eles surgem de uma forma rápida, e seus principais sintomas são o aparecimento de febre elevada (geralmente com temperatura superior a 38 graus centígrados), calafrios, dor na região perineal (entre o ânus e o escroto) e por vezes dor na região lombar. Também é possível que apareçam algumas alterações na urina.

Pode haver a necessidade de urinar com muita frequência e ardor intenso na hora de eliminar a urina. Em situações mais graves, podem surgir quadros de retenção urinária, onde é completamente impossível esvaziar a bexiga. Nesses casos, é necessário colocar uma algália, uma espécie de sonda para esvaziar a bexiga. Na prostatite aguda, o tratamento é feito à base de antibióticos por, no mínimo, 14 dias. Dois tipos de pacientes necessitam de internação: os que tiverem que fazer o tratamento por via endovenosa e os que apresentarem obstrução intensa da urina.

Prostatite crônica

A prostatite crônica é também geralmente causada por bactérias, embora possa também ser devida a fungos ou parasitas. Do mesmo modo, requer medicação, mas geralmente não se consegue a cura da doença. Ao contrário da infecção aguda, os sintomas são habitualmente pouco intensos, podendo incluir vontade de urinar frequente, sensação de ardor ou eventualmente dor perineal. Na prostatite crônica o tratamento com antibióticos é mais longo: três a 12 semanas.

Prostatite não infecciosa

A prostatite não infecciosa é mais frequente do que a prostatite infecciosa. Pode apenas causar sintomas mínimos, semelhantes ao da prostatite crônica infecciosa, mas não é causada por bactérias nem por outros agentes microbianos. A sua verdadeira causa é desconhecida. O tratamento é muitas vezes difícil, já que a terapêutica antibiótica é ineficaz. São úteis, em alguns casos, tratamentos de ação cientificamente duvidosa mas que conseguem efectiva melhoria das queixas dos doentes.

O médico esclarece que para ajudar no diagnóstico muitas vezes é preciso fazer um toque retal, para observar se existem alterações na próstata. “Numa situação de prostatite, a próstata vai estar quente, aumentada de volume, muito sensível e dolorosa à palpação”, explica Dr. Rui. A prostatite pode ser diagnosticada também através de um exame de sangue chamado PSA (antigénio especifico da próstata) que nestas situações infecciosas atinge valores muito elevados. A análise da urina (urocultura) também pode ter algumas alterações, sendo possível identificar a bactéria causadora da infecção.

Para fazer um diagnóstico exato e escolher o tipo ideal de tratamento. Dr. Rui explica que é preciso observar toda a informação fornecida pelos exames laboratoriais, principalmente pela urocultura. “Este tratamento poderá ter a duração um mês e implica na repetição de uma urocultura de controle, após terminar o antibiótico, para garantir que a infeção foi completamente erradicada”, enfatiza o urologista.

Dicas para pacientes com prostatite

Especialistas orientam o aumento na ingestão de água, e, em caso de dor, um banho quente de assento pode ajudar no alívio do sintoma. Deve-se evitar a ingestão de bebidas alcoolicas, cafeína e alimentos picantes ou ácidos. Restrições na dieta só são necessárias caso o paciente observe que este tipo de alimento piora os sintomas. Para as pessoas que trabalham sentandos por muitas horas seguidas, recomenda-se o uso de um travesseiro ou almofada inflável para aliviar a pressão sobre a próstata.

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Fonte: http://doutissima.com.br