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Câncer de Pênis

Câncer de pênis: Estudo clínico-epidemiológico associado a fatores de risco, em um Hospital de Referência Oncológica em Manaus, Amazonas
Penile cancer: Clinical epidemiologic risk factors associated with, in a Referral Hospital Oncology in Manaus, Amazonas

Sebastiao P. Costa ¹, Samuel N.P. Lima², Cristiano S. Paiva³, Giuseppe Figliuolo4 , Katia L. T. Silva5, Jose N.A Bezerra6

RESUMO

Introdução: O câncer de pênis é um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais jovens. Está relacionado às baixas condições socioeconômicas e de instrução, à má higiene íntima e a presença de fimose. Há estudos que também sugerem a associação entre infecção pelo papilomavírus humano e o câncer de pênis. Objetivos: Analisar o perfil clínico-epidemiológico e fatores de risco que influenciaram no surgimento do câncer de pênis em pacientes atendidos na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas, no período de Janeiro 2007 a novembro de 2012. Métodos: Realizou-se um estudo epidemiológico, observacional e descritivo através de entrevista semiestruturada e revisão de prontuários de 34 homens, de um total de 70 casos confirmados de câncer peniano, no período de Janeiro 2007 a Novembro 2012. Resultados: Foram estudados 34 homens diagnosticados com câncer de pênis, sendo 19 (56%) com doença ativa e sem tratamento; 13 (38%) tratados e sem evidencia de neoplasia e 02 (6%) óbitos em decorrência da doença. A faixa etária variou de 26 a 89 anos, sendo mais frequente entre 40- 69 anos com 23 (68%) casos. Em relação aos fatores de risco observou-se: histórico de tabagismo em 24 (71%) homens; fimose em 18 (53%); 14 (42%) apresentaram antecedentes de Doenças Sexualmente Transmissíveis e 19 (56%) tinham baixo nível escolar.

Conclusão: A ocorrência do câncer de pênis segue o perfil descrito na literatura: baixo nível escolar, fimose, tabagismo e antecedentes de Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Palavras-chave: Câncer; pênis; fatores de risco; FCECON.

Artigo Científico de Trabalho de Conclusão de Curso de Enfermagem do Centro Universitário do Norte (UNINORTE), Manaus- AM.

1. Acadêmico de Enfermagem, Centro Universitário do Norte (UNINORTE), Manaus-AM.

2. Acadêmico de Medicina, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus- AM.

3. Doutor em Urologia pela Universidade Federal Paulista (UNIFESP), São Paulo-SP.

4. Mestre em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) Manaus-AM e Orientador.

5.Doutora em Farmácia pela Universidade de São Paulo (USP), São Paulo- SP.

6.Professor do Departamento de Enfermagem do Centro Universitário do Norte (UNINORTE), Manaus-AM e Co-Orientador.

Endereço para correspondência: Giuseppe Figliuolo. Rua Fortaleza, 528- Adrianópolis- Manaus- AM, CEP: 69057-080.

E mail: gf_urol@hotmail.com

INTRODUÇÃO

O câncer de pênis (CP) é uma patologia rara em países desenvolvidos como Estados Unidos da América e Europa, representando cerca de 0,3% a 0,5% dos tumores malignos do homem (1). De acordo com estudo realizado por Barnholtz-Sloan e colaboradores, constatou-se que a incidência de câncer, primário e maligno, do pênis nos Estados Unidos entre 1973 e 2002 foi de 0,69 por 100.000 habitantes (2). Por outro lado, em algumas regiões da Ásia, África e América do Sul, esta doença chega a representar cerca de 10% a 20% dos tumores urogenitais masculinos, constituindo verdadeiro problema de saúde (3).

No Brasil, o CP é uma patologia frequente, dados levantados pelo Datasus sugerem que o país esteja em segundo lugar no ranking mundial da doença, atrás apenas da África (4). Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer o tumor representa 2% de todos os casos de cânceres no homem, sendo mais freqüente nas regiões Norte e Nordeste que nas regiões Sul e Sudeste (5). Conforme dados da Fundação de Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas, em um estudo realizado em Manaus no ano de 1999, o carcinoma peniano foi responsável por 20% das neoplasias no homem, com incidência de 4,17 por 100.000 homens (6).

O tipo histológico mais frequente do CP é o carcinoma epidermóide, também denominado espinocelular ou escamoso (CEC) que representa 95% dos tumores malignos do pênis (7). Os fatores de risco para o CP são múltiplos e, apesar de varias causas e fatores de risco tem sido descrito como a presença de fimose e de HPV, a neoplasia permanece com etiologia ainda incerta (8). A incidência de fimose entre pacientes com CP é de ordem de 74%, embora ainda não tenha sido encontrado um carcinógeno específico, a ausência da circuncisão dificulta a higienização adequada da glande, que associada à presença da bactéria Mycobacterium smegmati, além de causar a irritação crônica do epitélio, contribui para a gênese do CP (9).

MÉTODO

Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional e descritivo que investigou o perfil sócio-demográfico, epidemiológico e fatores de risco em pacientes com diagnostico histopatológico de câncer de pênis atendidos no Hospital de referência em Oncologia: Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCECON), no período de Janeiro 2007 a Novembro de 2012. Neste período foram atendidos um total de 70 pacientes com a patologia, porém apenas 34 deles preencheram os critérios de inclusão do estudo, participando assim ativamente da pesquisa.

Os dados foram colhidos por meio de entrevista semiestruturada contendo dados demográficos, epidemiológicos, clínicos e através da revisão de prontuários do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME) da FCECON. Os critérios de inclusão neste estudo foram: homens maiores de 18 anos com diagnostico de câncer de pênis atendidos no ambulatório da FCECON; aceitação da participação voluntária no estudo, mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), dados de prontuário que permitissem o preenchimento completo do questionário de pesquisa. Os de exclusão: pacientes que não cumpriram qualquer das etapas do estudo: preenchimento incompleto de dados clínicos, demográficos e/ou epidemiológicos na entrevista; prontuários sem as informações necessárias á pesquisa. Os dados foram inseridos em uma planilha do Excel e analisados na plataforma eletrônica Epi Info® versão 3.

As variáveis estudadas considerando os fatores de risco e determinantes sociais foram: faixa etária, etnia, estado civil, grau de escolaridade, atividade ocupacional, renda familiar, tabagismo procedência, história prévia de doença sexualmente transmissível, presença de fimose (incapacidade de exposição da glande).

Em relação descrição clínica das lesões foram consideradas as variáveis: tempo de aparecimento dos sintomas e diagnóstico de câncer de pênis; presença de doença pré-neoplásica (leucoplasias, balanite xerótica obliterante, doença de Bowen, papulose Bowenóide e condiloma acuminado); localização topográfica/histológica do tumor (glande, prepúcio, haste); tamanho da lesão; presença de linfonodos inguinais palpáveis; estágio da doença; presença e localização de metástase; tratamento (s) realizado (s) (cirúrgico: penectomia parcial, radical, linfadenectomia e/ou paliativo: quimioterapia e radioterapia).

O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Amazonas no dia 07 de dezembro de 2011, sob o protocolo CAAE nº. 0516.0.115.000-11, seguindo a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

RESULTADOS

Participaram da pesquisa 34 pacientes do sexo masculino, maiores de 18 anos com diagnóstico de câncer de pênis. A situação clinica dos participantes no momento da entrevista foi a seguinte: 19 (56%) com doença ativa e aguardando tratamento; 13 (38%) tratados e sem evidência de neoplasia e 02 (6%) óbitos em decorrência da patologia. Dos 13 (38%) pacientes submetidos ao tratamento, a maioria, 12 (92%), apresentava doença localmente avançada sendo, portanto, realizada à amputação parcial do pênis e, em apenas 01 (08%), a amputação radical.

A caracterização da amostra segundo as características sócio-demográficas encontram-se nas tabelas 1 e 2 e figura 1. As relacionadas à presença de fimose, antecedentes de DSTs e topografia peniana das lesões malignas estão listadas na tabela 3.

Tabela 1– Distribuição das variáveis sócio-demográficas dos 34 pacientes com câncer de pênis atendidos na FCECON.

Índices DemográficosN(%)
Faixa etária
26 ---| 39 anos
40 ---| 69 anos
70 ---| 89 anos
04
23
07
12
68
20
Etnias
Pardos
Caucasianos
Negros
24
04
06
70
12
18
Estado civil
Solteiro
Casado
Viúvo
11
19
04
32
56
12
Escolaridade
Não alfabetizados
Ensino fundamental incompleto
Ensino fundamental completo
Ensino médio
Ensino superior completo
05
19
03
06
01
14
56
09
18
03
Atividade ocupacional
Empregados
Desempregados
25
09
74
26
Renda familiar
> 3 salários mínimos
1-3 salários mínimos
< 1salário mínimo
06
20
08
18
58
24
Tabagismo
Sim
Abstêmio
Não
06
18
10
18
53
29

Tabela 2- Distribuição da amostra conforme a procedência dos 34 pacientes com câncer de pênis atendidos na FCECON.

Procedência (Cidade-Estado)N(%)
Em relação aos estados Brasileiros:
Amazonas
Outros estados
Total
27
07
34
79
21
100
Em relação as Mesorregiões Amazonenses:
Mesorregião Norte Amazonense (MNA)
Mesorregião Sudoeste Amazonense (MSEA)
Mesorregião Centro Amazonense (MCA)
Mesorregião Sul Amazonense (MSA)
Total
0
03
22
02
27
0
09
64
06
79
Em relação às Municípios Amazonenses
Atalaia do Norte (MSEA)
Careiro da Várzea (MCA)
Coari (MCA)
Fonte Boa (MSEA)
Itacoatiara (MCA)
Juruá (MSEA)
Lábrea (MSA)
Manacapuru (MCA)
Manaus (MCA)
Maués (MCA)
Parintins (MCA)
Purus (MSA)
Total
01
02
01
01
01
01
01
01
11
01
05
01
27
03
06
03
03
03
03
03
03
32
03
14
03
79
Em relação aos outros estados brasileiros
São Luiz - MA
Bélem-PA
Capanema - PA
Juruti – PA
Garanhões - PE
Itaveira - PI
Total
01
01
02
01
01
01
07
03
03
06
03
03
03
21

Figura 01. Distribuição geográfica, em números e porcentagens, dos 27 casos de pacientes com CP diagnosticados na FCECON, procedentes do estado do Amazonas, no período de janeiro de 2007 a novembro de 2012, segundo as mesorregiões amazonenses. 1. Mesorregião Norte Amazonense: 0 (0%); 2 Mesorregião Sudoeste Amazonense 03 (9%): Atalaia do Norte 01 (3%), Fonte Boa 01 (3%) e Juruá 01 (3%); Mesorregião Centro Amazonense 22 (64%): Careiro da Várzea 02 (6%), Coari 01 (3%), Itacoatiara 01 (3%), Manacapuru 01 (3%), Manaus 11 (32%), Maués 01 (3%), Parintins 05 (14%); Mesorregião Sul Amazonense 02 (6%): Lábrea 01 (3%), Purus 01 (3%).

Tabela 3– Distribuição das variáveis relacionadas á presença de fimose, antecedentes de DSTs e topografia peniana das lesões cancerígenas dos 34 pacientes estudados.

VARIÁVEIS
N%
Fimose
Sim
Não
16
18
47
53
Antecedente de DSTs
Sim
Não
14
20
42
58
Topografia peniana das lesões cancerígenas
Glande
Prepúcio
Glande e Prepúcio
Glande e Haste
Todo órgão
13
05
13
01
02
38,5
14
38,5
03
06

DISCUSSÃO

O câncer de pênis é uma neoplasia rara, que atinge aproximadamente 1/100.000 homens nos países desenvolvidos (10-11). A alta incidência é observada em países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, onde é mais elevada nas regiões Norte e Nordeste (13), acometendo principalmente homens na terceira idade, independentemente de sua origem étnica (10).

Brumini (1982) , assim como em nossa pesquisa, evidenciou que a análise epidemiológica dos casos de CP indica que, em relação ao perfil sócio-econômico-cultural dos portadores, a neoplasia acomete principalmente homens de classe social e nível de instrução baixo, sendo que as áreas de maior incidência estão contidas nas regiões mais carentes dos países em desenvolvimento (13). A demora na procura de atendimento médico também decorrente do baixo nível cultural dos pacientes é uma variável que prejudica o resultado do tratamento. Uma grande parcela dos casos de CP em estádio avançado necessita de tratamento cirúrgico mutilante que resulta em repercussões psicológicas e funcionais desfavoráveis, situação que dificulta a reabilitação e a reintegração social. Lopes e colaboradores publicaram em 1996 e 2000 duas séries sobre CP, nas quais mais de quinhentos pacientes foram excluídos em cada uma delas por apresentarem doença irressecável, metastática ou por recusarem tratamento (14,15). Os dados apresentados por estes autores refletem o estádio avançado na apresentação e o baixo nível cultural dos enfermos. Dos pacientes nos estudos, 63,4% e 73,17% apresentavam tumores T3 e T4, também evidenciando doença local avançada.

No mundo o câncer de pênis acomete principalmente pacientes entre 60 e 70 anos, entretanto é pouco frequente em adultos jovens e raro em crianças (16-18). De acordo com Favorito em colaboradores (2008) o câncer de pênis no Brasil ocorre mais precocemente, a partir da quarta década de vida, em relação à população mundial (19). Este fato foi observado em nossa pesquisa, onde foi encontrada uma incidência mais elevada (68%) de CP entre a faixa etária de 40 a 69 anos.

Em nosso estudo a maioria dos pacientes evidenciava lesões cancerígenas na glande (38,5%), no prepúcio (14%) e em ambas as áreas (38,5%) do pênis. Resultados compatíveis com os encontrados na literatura: Cubilla (2009) descreve que em 48% dos casos a lesão é evidenciada na glande, em prepúcio 21% e ambas as áreas 9%, já no sulco coronal apresenta 6% das lesões. A lesão pode se estender quando não tratada em estágios iniciais para o prepúcio, infiltrando tecidos adjacentes como o subepitelial, conjuntivo, corpo esponjoso e cavernoso, e pode invadir órgãos como próstata e bexiga. São raras as metástases à distância como próstata e bexiga. São raras as metástases à distância (20).

Em relação à etnia, a maioria dos pacientes brasileiros diagnosticados com câncer de pênis é caucasiano, entretanto, isto não parece ser um fator de risco determinante para esta neoplasia segundo estudo realizado por Favorito em 2008 (19). Já em nosso estudo encontramos 24(70%) pacientes pardos, o que pode ser explicado por ser a etnia predominante na região Norte do país.

Segundo o pesquisador Bleeker e seus colaboradores (2009), os principais fatores de risco para o desenvolvimento de CP são a presença de fimose, as baixas condições socioeconômicas, número elevado de parceiras sexuais, história de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), em especial o papiloma vírus humano (HPV), más condições de higiene e o tabagismo (17).

A respeito da presença de fimose nos pacientes com CP encontramos uma incidência em nosso estudo de 18 (53%) homens. De acordo com Dilner e colaboradores (2000) e Bleeker e colaboradores (2009) o principal fator de risco relacionado à biologia do CP em homens seria a presença de fimose, a qual dificultaria a higiene, facilitando o acúmulo de esmegma, assim favorecendo condições de irritação crônica com ou sem inflamação bacteriana do prepúcio e da glande, que podem representar um componente crítico no desenvolvimento e progressão de lesões cancerígenas (8,17).

A associação entre tabagismo e CP tem sido relatada em estudos realizados por Hellberg e colaboradores (1987), Maden e colaboradores e Harish; Ravi (1995), porém continua obscuro qual seria o mecanismo de ação do tabaco na carcinogênese peniana (21-23). Nesta pesquisa, 24 (71%) pacientes tinham histórico de tabagismo.

CONCLUSÃO:

Acreditamos que os resultados encontrados em nosso estudo podem servir como ferramenta para elaboração de programas de prevenção para detecção precoce de câncer de pênis, em indivíduos com risco aumentado para o desenvolvimento de tal afecção: como pacientes com fimose, de baixo nível sócio-cultural, com hábitos sexuais e de higiene precários. Além disso, evidencia a necessidade das campanhas educativas serem adequadas aos hábitos culturas e regionais de cada população, em especial a da Região Norte (Amazonas), onde existe uma necessidade crescente de práticas efetivas de políticas públicas de saúde direcionadas para a população masculina.

Declaração de Conflito de Interesses: Nada a Declarar

BIBLIOGRAFIA

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